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Historia da Pomba Gira Rainha
Historia da Pomba Gira Rainha

A historia da pomba gira rainha

A expressão pomba gira rainha falanges termo Pomba Gira Rainha refere-se a uma falange, embora algumas Pombas Giras de outras falanges, utilizem-no como complementação simbólica, fazendo uma referência a alguma de suas encarnações.
A falange Pomba Gira Rainha foi formada originalmente por espíritos que viveram como mulheres inseridas nas camadas da nobreza e burguesia européia, especialmente a francesa e a espanhola, entre os séculos 12 e 19
Essas mulheres eram rainhas,imperatrizes, princesas, condessas, duquesas, baronesas, marquesas, viscondessas.
Muitas dessas entidades usam em sua forma perispiritual, a aparência que tinham nessa encarnação, com todos os aparatos e vestuários da época. Mas o fato de usarem a roupagem fluídica de nobres desse período da história, não quer dizer que tenham encarnado apenas nessas circunstâncias, e que nessa falange não existam espíritos com histórias anteriores e posteriores a esse período.
Apresentam-se nobres, altivas, educadas, requintadas e elegantes, sendo muito vaidosas. Além disso são muito agradáveis, cultas, alegres, leves e excelentes facilitadoras da vida de seus médiuns.
Os espíritos que pertencem a essa falange, costumam ter em comum, as experiências encarnatórias com histórias de luxo, poder, sensualidade. O que os torna atípicos, quando se pensa as Pombas Giras como espíritos de mulheres que viveram sem recursos materiais e que tiveram que lutar para sobreviver ( o que de fato se deu com a maioria).
As Pombas Giras Rainhas são ótimas auxiliadoras e conselheiras, embora o termo Rainha possa indicar superioridade, arrogância ou frivolidade. São como todos os espíritos de Pombas Giras, sem nenhum grau de superioridade ou inferioridade em relação aos demais. São seres humanos desencarnados, com qualidades e deficiências, trabalhando para crescerem e em busca da paz, alcançada somente pelos justos.

ALGUMAS POMBAS GIRAS RAINHAS:

Pomba Gira Rainha dos Sete Portais
Pomba Gira Rainha da Encruzilhada
Pomba Gira Rainha das Sete Encruzilhadas
Pomba Gira Rainha da Calunga
Pomba Gira Rainha do Cruzeiro
Pomba Gira Rainha das Almas
Pomba Gira Rainha da Lira
Pomba Gira Rainha do Cruzeiro das Almas
Pomba Gira Rainha do Oriente
Pomba Gira Rainha do Cabaré
Pomba Gira Rainha da Praia

Se a sua coroa é de ouro    
A sua capa é encarnada
Se a sua coroa é de ouro
A sua capa é encarnada
Pomba Gira Rainha tem força
Lá na calunga e na Encruzilhada
Pomba Gira Rainha tem força
Lá calunga e na Encruzilhada.
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Senhora, quem te deu tanta beleza?
Senhora, quem te deu tanta beleza?
Ela é Pomba Gira Rainha
dona de rara nobreza
Ela é Pomba Gira rainha
dona de rara nobreza
E no Terreiro vem baixar
para a todos ajudar
E no Terreiro vem baixar
para a todos ajudar
------------------------------

Pomba Gira Rainha
que comanda a madrugada
Quando chega na Encruza
Solta a sua gargalhada !

 

 

 

Pontos Riscados

 

Maria Padilha dos Sete Cruzeiros da Calunga

Biografia

França, final do século dezenove. Juliette estava desesperada. Aos dezessete anos, filha de nobres franceses estava prometida em casamento para o jovem Duque D''areaux. Por coisas que somente à vida cabe explicar, havia se apaixonado por um dos cavalariços de sua propriedade. Entregara-se a essa paixão de forma avassaladora o que culminou na gravidez que já atingira a oitava semana. Somente confiara o segredo à velha ama Marie, quase uma segunda mãe que a vira nascer e dela nunca se afastara, que a aconselhou a fugir com Jean, seu amado. Procurado, o rapaz não fugiu à sua obrigação e dispos-se a empreender a fuga. Sairiam a noite levando consigo apenas a ama que seria muito útil à moça e os cavalos necessários para os três. Perto da meia-noite, Juliette e Marie esgueiraram-se pelo jardim e dirigiram-se até o ponto em que o jovem as esperava. Rapidamente montaram e partiram. Não esperavam, contudo, que um par de olhos os espreitasse. Era Sophie a filha dos caseiros, extremamente apaixonada por Jean. Percebendo o que se passava correu até a grande propriedade e alertou aos pais da moça sobre a fuga iminente. Antoine, o pai de Juliette, imediatamente chamou por dois homens de confiança e partiu para a perseguição. Não precisaram procurar por muito tempo. A falta de experiência das mulheres fazia com que a marcha dos fugitivos fosse lenta. Antoine gritou para que parassem. Assustado Jean apressou o galope e o primeiro tiro acertou-o no meio das costas derrubando-o do cavalo. Juliette correu para o amado gritando de desespero quando ouviu o segundo tiro. Olhou para trás, a velha ama jazia caída sobre sua montaria. Sem raciocinar no que fazia puxou a arma de Jean e apontou-a para o próprio pai. - Minha filha, solte essa arma! - assim dizendo aproximava-se dela. Juliette apertou o gatilho e o projétil acertou Antoine em pleno coração. Os homens que o acompanhavam não sabiam o que fazer. Aproveitando esse momento de indecisão a moça correu chorando em total descontrole. Havia uma ponte à alguns metros dali e foi dela que Juliette despediu-se da vida atirando-se na água gelada. A morte foi rápida e nada se pode fazer. Responsável direta por três mortes (a dela, do pai e da criança que trazia no ventre) causou ainda, indiretamente mais duas, a de Jean e da ama. Triste destino aguardava o espírito atormentado da moça. Depois de muito vagar por terrenos negros como a noite e conhecer as mazelas de incontáveis almas perdidas encontrou um grupo de entidades que a encaminhou para a expiação dos males que causara. Tornou-se então uma das falangeiras de Maria Padilha. Hoje em nossos terreiros atende pelo nome de Maria Padilha dos Sete Cruzeiros da Calunga, onde, demonstrando uma educação esmerada e um carinho constante atende seus consulentes sempre com uma palavra de conforto e fé exibindo um sorriso cativante. Salve minha mãe de esquerda!

Maria Padilha das Sete Catacumbas

Vativa ficou totalmente arrepiada quando ouviu o que a bruxa lhe disse: - Precisamos do sangue de um inocente! - Sua mente imediatamente focalizou a imagem de Yorg, seu pequeno filho de apenas três anos. Seus pensamentos vagaram por alguns instantes enquanto a mulher remexia em um pequeno caldeirão de ferro.

Estava ali por indicação de uma vizinha que conhecia o problema pelo qual estava passando. Era casada, não tinha queixas do marido, mas de repente parece que uma loucura apoderou-se dela. Apaixonara-se por um rapazote de dezessete anos, ela uma mulher de trinta, bela e fogosa não resistira aos encantos do adolescente e sua vida transformou-se em um inferno. Já traíra seu marido algumas vezes, mas desta vez era algo fora do comum, não conseguia conceber a vida longe do rapaz. Conversando com a vizinha, a quem contava tudo, esta aconselhou: - Vá falar com a bruxa Chiara ela resolve o assunto para você. - Pensou durante alguns dias e não resistiu, foi procurar pela feiticeira.

O ambiente era horrível e a aparência da mulher assustadora, alta, muito magra, com apenas dois dentes na boca, vestia-se inteiramente de preto e fora logo dando a solução: - Vamos matar seu marido, aí você fica livre e se muda para outro povoado, bem distante, levando seu amante! - Vativa ficou assustada, não era essa a idéia. Não tinha porque matar seu marido. Não havia um jeito mais fácil? - De forma alguma, se o deixarmos vivo, quem morre é você! Mas não se preocupe eu cuido de tudo. - Foi aí que ela falou do sangue inocente. - A senhora está tentando dizer que tenho que sacrificar meu filho? - Para fazer omelete, quebram-se ovos... Vativa não estava acreditando, a mulher dizia barbaridades e sorria cinicamente. Levantou-se e saiu correndo apavorada. A risada histérica dada por Chiara ainda ecoava em seus ouvidos quando chegou a casa.

Desse dia em diante suas noites tornaram-se um tormento, bastava fechar os olhos para ver aquele homem (Sete Catacumbas) todo de preto que a apontava com uma bengala: - Agora você tem que fazer! - Em outras ocasiões ele dizia: - Você não presta mesmo, nunca prestou! - Vativa abria os olhos horrorizados e não conseguia mais dormir.

Uma noite, já totalmente transtornada com a aparição freqüente, saiu gritando pela casa. Ouvindo os gritos da mãe o pequeno Yorg acordou e desatou a chorar. Sem saber como, a faca apareceu em sua mão. - Cale a boca garoto dos infernos! - A lâmina penetrou por três vezes no pequeno corpo. Retomando a consciência não suportou a visão do crime cometido e caiu desmaiada. Na queda, a vela que iluminava o pequeno ambiente caiu-lhe sobre as vestes e em pouco tempo o fogo consumia tudo.

Por muitos anos o espírito de Vativa vagou até conseguir a chance de evoluir junto a um grupo de trabalhadores de esquerda, mas se há uma coisa que ela odeia é relembrar o fato, por isso poucas vezes o comenta. Com posto garantido na falange do cemitério detesta ser lembrada para amarrações e perde a compostura quando há um pedido do gênero.

Hoje todos a conhecem pela grandeza dos trabalhos que pratica na linha da guardiã Maria Padilha das Sete Catacumbas ao lado do Senhor Exú das Sete Catacumbas, pois todo médium que recebe Seu Sete recebe também Maria Padilha das Sete Catacumbas em algumas ocasiões, caso contrário após muito tempo recebendo somente Seu Sete passa a sentir-se pesado.

Maria Padilha das Almas

Biografia

Tereza invadiu a igreja de uma forma como nunca havia feito antes. Não se benzeu e nem ao menos olhou para a imagem de Cristo, que de sua cruz, agonizante, parecia olhar diretamente para ela enquanto avançava pela nave. Precisava falar com o padre Olavo nesse instante, não havia tempo a perder. - Padre! - seu grito ecoou pelas paredes repletas de símbolos aos quais ela sempre dera imenso valor, mas que nesse momento nada mais eram que meras imagens que apontavam-lhe o dedo culpando-a pelo pecado gravíssimo que cometera. - Padreee! A voz subira de tom a ponto de atrair imediatamente o coroinha que estava a dormitar atrás do altar. - Dona Tereza! O padre Olavo foi atender um doente que precisa de extrema unção! A mulher sentou-se em uma cadeira da primeira fila e desatou em copioso pranto. O menino sem saber o que fazer correu para a rua e encontrou o padre que vinha já bem perto. - Dona Tereza está chorando como louca lá na igreja, o caso deve ser sério! - Olavo sentiu um baque no peito. - O que teria acontecido? Alguém teria descoberto? - Tudo bem Jonas, pode ir para casa que eu cuido disso. Apressou o passo e da porta ouviu o choro da mulher. - Tereza, o que houve? - Com um salto ela levantou-se e com o dedo estendido para ele gritou: - Eu estou grávida, cafajeste! Grávida de você! Como pode deixar isso acontecer? Você me jurou que isso não seria possível, que não podia ter filhos. O que faço agora? Meu nome será lançado na lama! E meu marido? Meus filhos? - Calma! - ele tentava ganhar tempo enquanto em sua cabeça as imagens passavam em turbilhão. - O que faria com essa louca? Fora ela quem o seduzira, enfiara-se em sua cama, nua, em uma tarde que gostaria de esquecer. Tentara-o com seu belo corpo e se entregara de forma avassaladora. Porque dizia que o filho era seu? Ele mesmo sabia de seus amantes, ditos em momentos de confissão muito antes da tarde fatídica. -Vamos sentar, respire fundo! Como sabe que é meu? - Falava pausadamente tentando inspirar confiança - Não pode ser de seu marido ou... de outro? - Só o que me faltava era isso - o tom subira novamente - me engravida e ainda me chama de vagabunda. Nunca mais dormi com homem algum depois de nosso encontro, meu marido viaja muito e nas poucas vezes que esteve em casa, não me entreguei a ele, por amor a você! - Depois de pensar um pouco falou: - Então não há alternativa além do aborto, procure uma dessas velhas rezadeiras e dê um jeito nisso, o que espera que eu faça? - Precisamos fugir, eu abandono tudo para ficar ao seu lado! - desesperada segurava a batina do padre com força - Teremos nosso filho longe daqui! - Tentando ganhar tempo Olavo tirou as mãos dela de sua roupa. dirigiu-se ao altar e tamborilou com os dedos sobre a branca toalha, virou-se com raiva: - Nunca! Vire-se! Você foi a culpada, me levou para a perdição agora quer acabar comigo? Como posso largar o sacerdócio e viver com uma prostituta que deita em qualquer cama com qualquer um? - Tereza deu um grito de ódio e partiu para cima do padre. Havia um punhal em sua mão. A lâmina afiada foi cravada no abdômen do rapaz que caiu de joelhos. Tereza continuava com a arma na mão manchada com o sangue do padre e foi com ela que cortou a própria jugular, tendo morte quase instantânea. Por muitos anos o espírito de Tereza foi torturado pelas visões dessa e de outras vidas em que sempre causara sofrimento e mortes. Ao atingir um nível de compreensão adequado ao caminho evolutivo, tornou-se Maria Padilha das Almas, e ainda hoje busca ajudar a todos que a procuram tentando fazer com que novas almas não se percam como ela se perdeu por diversas vezes. Somente quem já teve contato com essa grande pomba-gira, sabe dos conselhos firmes dados por ela e da tristeza que ainda deixa transparecer em suas incorporações. Laroiê a Padilha das Almas!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Maria Padilha de Castella

 

Biografia

A verdadeira história desta entidade ainda não esta comprovada de fato! Porque devido a várias histórias contadas e publicadas sempre deixa um fecho para inúmeras controversas. Já faz um bom tempinho que venho lendo e pesquisando histórias de Maria Padilha ou ( Maria de Padilha) que vem a ser o verdadeiro nome da amante rainha do Rei de Castela.

A história conta que Maria de Padilha era uma jovem muito sedutora que foi viver no reinado de Castela como dama de companhia de D. Maria, mãe de D. Pedro I de Castela ( O cruel ) . Sendo que esta moça tinha um tutor e este responsável e tio da bela donzela, que também era herdeira de sangue nobre, devido a influencia de seu pai na corte espanhola.

A lenda conta que D.Pedro de Castela já estava noivo de D. Blanca de Bourbom, uma jovem pertencente a corte francesa, que foi enviada para Castela para casar-se com D. Pedro porque este estava já para assumir o Reinado do pai, no ano 1350.

D. Maria de Padilha e o Rei de Castela depois de apresentados, fulminaram-se de paixão um pelo outro e mesmo as escondidas começaram um grande caso de amor, onde sabiam que jamais seria aceito pela família e tampouco pela corte.

D.Pedro I de Castela, não queria casar-se com D. Blanca de Bourbom , mais este casamento traria excelentes benefícios políticos para a corte Espanhola e Portuguesa.

Dizem que Maria de Padilha, trabalhava na magia com um judeu cabalista e que este a ensinou muitas magias e através destas... conseguiu dominar o Rei de Castela completamente. Conta a história que ela foi uma das grandes responsáveis pelo o abandono ou morte de D. Blanca de Bourbom pelo rei, digo abandono ou morte porque ainda é uma história muito confusa... alguns livros indicam que D. Blanca foi decapitada ao mando do Rei... outros apenas citam que ela foi abandonada por ele e devolvida a sua família na França por ele ter assumido seu amor por Maria de Padilha.

Maria de Padilha de Castela, depois do sumiço de D. Blanca passou a viver com o Rei em seu castelo em Sevilha, palácio que foi construído e presenteado a Maria de Padilha pelo seu amado rei de Castela.

Maria Padilha deu quatro filhos ao rei de Castela sendo que o primogênito morreu em idade tenra.

Ao contrario do que conta muitas histórias publicadas desta grande personagem, Maria Padilha morreu antes do Rei de Castela e este fez seu velório e enterro como de uma grande rainha, fez com que seu súditos beijassem as mãos do corpo falecido por peste negra e a enterrou nos jardins de seu castelo.

O Rei anunciou ao sei reinado que havia casado com D. Maria Padilha as escondidas e que queria que seu filhos com ela fossem reconhecidos como herdeiros do trono e que a imagem de Maria Padilha diante do povo fosse de uma Grande Rainha.

Um ano mais tarde o rei veio a casar-se de novo, mais nunca escondeu que o grande amor de sua vida tinha sido D. Maria Padilha, os contadores contavam que o feitiço lançado ao rei pela poderosa Padilha seria eterno!

Alguns anos depois o Rei de Castela veio a falecer pelas mão de seu meio irmão bastardo que acabou assumindo o seu posto de Rei de Castela... o corpo do rei deposto foi enterrado a frente da sepultura de sua Amada Rainha Padilha, onde foram construídos duas estátuas uma em frente a outra, para que mesmo na eternidade os amados nunca deixassem de olhar um pelo outro.

Dizem que a entidade de Maria Padilha, na sua primeira aparição, foi em uma mulata no tempo da corte de D.Pedro II no Brasil , onde esta mulata em um sessão da Catimbó... recebeu uma entidade muito feiticeira e faceira que se apresentou com D. Rainha Maria Padilha de Castela e contou a sua história e que depois dela outras Padilhas viriam para fazer parte da sua quadrilha.

Dizem que depois desta anunciação de D. Maria Padilha, ela só voltou mais uma ou duas vezes e que não mais chegaria na terra por sua missão presente estar cumprida, mais que por castigo de Jesus e por mando do Rei das Encruzilhadas ela ainda permaneceria na terra e confins, comandando a sua quadrilha de mulheres e exus para todos os tipos de trabalhos... Depois disto, nunca mais ninguém voltou a ver ou assistir a curimba desta poderosa entidade rainha das giras. Há muitos pais de santo e estudiosos que dizem que D. Rainha da Sete Encruzilhada é D. Maria Padilha de Castela, por ter sido ela eleita a Rainha de todas as giras, mais esta desconfiança, ainda não foi esclarecida, nem pelas próprias identidades que trabalham com D. Rainha das Sete Encruzilhadas. Esta desconfiança gerou porque D. Padilha de Castela se titulava Rainha e sempre saudava as sete encruzilhadas, onde morava o seu rei e de onde ela reinava.

"Sou guerreira, bonita e maliciosa... Minha coroa vem de Nazaré! Eu saúdo a Jesus Cristo pois ele é quem me deu o meu trono de fé! dizem que sou mulher de Belzebu, este nem mesmo sei quem é! Sou mulher de quem me de respeito e companheira de Exu Rei e Cipriano e também Exu Tararé!"

Maria Padilha das Sete Encruzilhadas

Uma breve história

Núbia estava satisfeita e feliz. Depois de uma misteriosa doença, sua prima, a rainha Velma, havia sucumbido. E ela sabia do que se tratava, fora ela quem, diariamente, pingara gotas de um poderoso veneno nas refeições da soberana.

O caso amoroso que mantinha com o rei Alberto finalmente teria um final feliz. Para ela, claro! Mal pode conter a alegria quando foi notificada da morte da prima. Fez um tremendo esforço para derramar algumas lágrimas durante o féretro, porém seus pensamentos fervilhavam, imaginava os detalhes de sua coroação. Havia o período de luto de no mínimo três meses, mas isso era de menos,

Alberto estava totalmente apaixonado e faria de tudo para casar-se com ela o mais rápido possível.

Aí sim, a glória e o poder que sempre foram daquela tonta seriam dela para frente. Várias vezes tivera que cobrir o rosto com seu lenço negro para que ninguém percebesse o sorriso de satisfação que aflorava em seus lábios.

Terminadas as exéquias, Núbia procurou pelo amante para dizer-lhe que estava pronta para ser sua nova mulher, esperariam o luto oficial e poderiam começar os preparativos para o casamento e coroação.

A reação de Alberto fez seu coração gelar:

- Núbia foi você que matou minha mulher?

Negou peremptoriamente.

Ela jamais teria coragem de fazer qualquer mal à sua prima, mesmo amando seu marido, pelo contrário, perdera noites de sono para permanecer à cabeceira da doente. Como podia ele pensar isso dela?

- Núbia!

- Alberto estava gritando

- A casa tem criados, será que você é tão imbecil que não percebe que eu descobriria?

O desespero tomou conta da mulher, sentiu que a situação havia fugido de seu controle. Jogou-se aos pés do homem implorando perdão:

- Eu te amo demais, não agüentava mais ficar longe de você!

As lágrimas corriam livremente.

- Ela não te amava, sou eu que o amo!

Sem pestanejar, Alberto chamou pelos guardas palacianos e mandou que a levassem a ferros para o porão do castelo onde ficaria até que ele decidisse o que fazer.

Durante três anos permaneceu presa. Chorava muito e amaldiçoava a todos. O pior, porém era o fantasma de Velma que todas as noites a visitava. A imagem da rainha surgia ricamente vestida e a olhava com piedade balançando a cabeça em sinal de desaprovação.

Nesses momentos os gritos que dava ecoavam pelos corredores do palácio. Da bela e arrogante mulher, nada mais restava. Tornara-se um trapo humano.

Um dia veio o golpe fatal. A criada que lhe trazia as refeições informou-lhe que o rei havia anunciado seu casamento com uma jovem duquesa.

As horas que se seguiram a essa descoberta foram de horror, a imagem da rainha falecida permaneceu sentada no fundo do cubículo e não desviava o olhar tristonho de acusação.

Num acesso de fúria avançou sobre o espectro.

Debilitada, tropeçou nas próprias vestes e caiu batendo a têmpora na pedra onde Velma estivera sentada.

Seu espírito vagou por anos. Aprendeu muito e descobriu que havia sido rainha em outras encarnações, mas que nunca fora exemplo de bondade ou compaixão.

Como Maria Padilha das Sete Encruzilhadas, readquiriu o porte majestoso de antigas vivências e segue em busca de evolução. Sempre que está em terra lembra que há muito a aprender, mas que tem muito a ensinar.

Maria Padilha do Cabaré

Ela foi espanhola, foi Rainha dona de castelo e adorava bacalhau, queijos e vinhos, claro que hoje estando evoluída, não mais nessa matéria aceita as oferendas comuns, mas ela é muito fina, sabe bem o que é bom, gosta de jóias, roupas feitas de bons tecidos, adora saia com muitos babados, pois como disse foi espanhola, adora um leque.

Diz a sua história que quando passou pela terra foi dona de um cabaré muito famoso, onde se fez tornar uma mulher marcante na sociedade da época. Amar ? Amou sim, uma vez só e por ter sofrido por um grande amor resolveu não se entregar nunca mais a ninguém. Foi uma mulher bem sucedida e se tornou rica, muito rica… Ela tinha um dom que lhe acompanhava desde menina o dom das cartas o misterioso Futuro no qual ela o adivinhava, este dom vem dos seus antepassados, pois ela vem de uma família Espanhola…

Maria Padilha Rainha do Cabaré, é mais uma das Pombagiras que visam o zelo pelas coisas do coração e do dinheiro.

 

 

 

Falta de Compreensão

Maria Padilha - é uma entidade de luz que trabalha a serviço de Ogum. Viveu à muito tempo atrás na França segundo algumas lendas, e foi dona de uma casa de damas(Cabaré), todos os homens que ela teve, em cada uma das encarnações, num total de sete, estão com ela na espiritualidade. Isso tudo ao menos é o que dizem as lendas. O que entendo é que esses são nomes de guerra e estão longe de revelar os verdadeiros nomes dessas entidades. Além do mais, Maria Padilha é só uma entidade que tem uma falange em evolução. Há uma profecia que conta que no ano 2000, Maria Padilha, a rainha das rainhas vai pisar nos Orixás. Vê se pode! Os Orixás vão reverenciá-la pois a sua missão é de converter o homem que ela ama (Lúcifer, anjo das trevas) para a luz. Veja a que ponto chega a interferencia do sincretismo e bagunças religiosas na Umbanda! Eles vão entrar na casa de Deus ambos de branco. Ela sentará ao lado de Jesus Cristo e ele aos pés de Cristo. Maria Padilha salvará 7000 almas e entregará as chamas do inferno a 7000 almas. Além de irônica, mentirosa e ridícula, essa profecia não passa de engodo e falsas revelações. Seus "Trabalhos" prediletos são na área do amor. Ela adora crianças, adora animais, a vida. Vida é luz.Toda a consulta espiritual que é desenvolvida inicialmente e o andamento de todos os trabalhos são feitos através de Maria Padilha. Mas, essa é a orixa evoluida e tem muitas magas negras se passando por ela ai na Quiumba. Inclusive com pessoas como essas que fizeram essa ridícula profecia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pontos cantados

Zé pilintra 

Eu encontrei,Zé Pelintra na estrada,Chorava pelo amor de suaamada,Ele chorava, por uma mulher,Chorava por uma mulher,Oi chorava por uma mulher,Que não lhe amava. (Bis)

Aquela casa de pombo,Aquela casa de pombo,Só dá pra dois morar...Aquela casa de pombo,Aquela casa de pombo,É do meu povo girar...Eu e você!...Você e eu!...(Bis)Se eu te magoei!...Foi sem querer!...(Bis

 

 

 

 NÁ ENA É MOGIBÁE

na ena é Mogibá, ê...É Mogibá, (bis)Soltaram o pombo lá na mata,Mas na pedreira não posou,Foi pousar na encruzilhada,Seu Sete Encruza quem mandou,Foi pousar na encruzilhada,Seu Tranca Rua quem mandou,Foi pousar na encruzilhada,Exú Veludo quem mandou.Ena ena é Mogibá, ê...É Mogibá, (bis)Soltaram o pombo lá na mata,Mas na pedreira não pousou,Foi pousar na encruzilhada,Seu Tiriri foi quem mandou,Foi pousar na encruzilhada,Arranca Toco quem mandou,Foi pousar na encruzilhada,Seu Tranca Gira quem mandou.Ena ena é Mogibá, ê...É Mogibá, (bis

 

 

EXÚ TIRIRI LANÃExú Tiriri Lanã,Lanã cadê o Tiriri,Mais ele veio de Aruanda,Pra salvar filhos de Umbanda,Exú Tiriri Lanã. (bis)

Oi já bateu a meia-noite,Quero ver quem vem aí...(bis)Vamos firmar nossa corrente,Que aí vem seu Tiriri. (bis)

 

Padilha

O seu olhar é sereno,O seu olhar me fascina,BisMas ela vem girando,Na linha das almas,É Maria Padilha.BisÉ só toco tambor,É só quando eu canto p'ra ela.BisMas ela vem girando,Na linha das almas,É Maria Padilha. 

 

 

O seu Sete sabe,A Rainha vê,A Menina comenta,Que eu amo você.Bis

 

A Padilha sabe,A Quitéria vê,A Molambo comenta,Que eu amo você.BisTranca Rua sabe,O Veludo vê,Zé Pelintra comenta,Que eu amo você.

Bis

O Caveira sabe,O do Lodo vê,Kalunguinha comenta,Que eu amo você. (Bis)

 

 

 

 

POMBA-GIRA CIGANA

Eu vinha, caminhando a pé,Para ver se encontrava,Pomba Gira Cigana de fé,BisEla parou e leu minha mão,E disse, toda a minha verdade,Mas eu...Eu só queria saber a onde mora,Pomba Gira Cigana de fé,Bis

 

Maria padilha das almas

 

Se você quer patuá,E quiser ganhar,Vá falando com a mulher,Que ela vai lhe ajudar,BisAlubandê pra Maria passar,Oi abre a roda,Que a Padilha vai girar.

Bis

Abre essa cova,Quero ver tremer,Abre essa cova,Quero ver balancear.BisOi Maria Padilha das AlmasO cemitério é o seu lugar,É no buraco que a padilha mora,É lá na lomba que a Padilha vai girar.BisOi abre essa cova,Quero ver tremer,Abre essa cova,Quero ver balancea

 

MARIA MOLAMBO

Se o teu pó é real,Se o teu pó é real,Molambo é a Pomba Gira,Que carrega uma vassoura,BisVem da Calunga vem,Vem da Calunga vem,Maria Molambo,Que carrega uma vassoura.

Bis

 

 

 

POMBA GIRA DAS SETEENCRUZILHADAS

Rosa Vermelha,Rosa Vermelha sagrada,É a Pomba Gira,Das Sete Encruzilhadas,Bis

Quando ela vem, girando,Dançando e dando risada,Cuidado amigo, que ela está,De saia rodada,BisOi Exú é Pomba Gira,Das Sete Encruzilhadas, (bis

 

EXU MARÉ

Exú Maré, Maré, Maré...BisAfirma o seu ponto,Levanta o quatro pé,Afirma o seu ponto,Vem chegando Exú Maré

Bis

Exú Maré,Pomba Gira da Praia,Exú na areia

 

CIGANA SETE SAIAS

Quando a lua sair,Quando a lua sair ô, ô...E o cruzeiro iluminar,A mais bela das giras,Sete Saias vai girar !... Bis

 

ELEBÓ DE EXÚ

Olha o elebo  de ExúQuem quer, quem quer,Quem vai querer!...Você pode comer,Você pode beber!... (bis)

 

EU VOU CHAMAR MEU POVO

Eu vou, eu vou,Eu vou mandar chamar meu povo!BisEu vou mandar chamar meu povo,Lá nas sete encruzilhadas,Eu vou mandar chamar meu povo,Sem Exú não se faz nada! (bis)

 

EXÚ JOÃO CAVEIRA

Ele mora na pedra dourada,Onde não passa água,Onde não brilha o sol...BisMas ele é João Caveira é,É o exú das almas,Da calunga auê... (bis)

 

 

Caveira, Caveira!...Olha o teu povo te chamou,Pra trabalhar. (bis)Portão de ferro,Cadeado é de madeira.O dono da calunga,Ainda é o Exú Caveira. (bis)

Olha lá quem vem lá,Descendo a ladeira,Olha lá quem vem lá,É o Exú Caveira. (bis

 

 

ZÉ PILINTRA

Está vendo aquele moço,Sentado logo ali,Todo de terninho branco,Chapéu de palha,Olhando pra mim. (bis)É Zé Pilintra é,Ele é o Zé,Ele é malandro,Ele é boêmio,Ele é o Zé. (bis

 

EXÚ VELUDOAuê Exú Veludo,Seu cabrito deu um berro.(bis)Rebentou cerca de arame,Estourou portão de ferro.

EXÚ DO LÔDO

Exú do Lôdo,Do Lôdo ele é odê.Quem é esse exú,Agora eu quero ver. (bis

 

CABOCLO ROXO

Caboclo Roxo,Comedor de carne crua.Firma seu ponto,No meio da rua. (bis)Firma o sol,Firma a lua,chegou sete encruza ,No meio da rua.

 (bis)

Eu vinha vindo devagar,e divagar eu vim  ligeiro,chegou a falangr  Sete Cruzeiros.(bis)Firma o sol,

 

TIRIRI LANANa

hoje tem festa lá na praça,Lanan com seu Povo Cigano.Mas ele toca seu lindo violino,Para saudar a Cigana do Jarro. (bis)Mas ele toca para seu rei,Para seu rei Tiriri Lanan.Alupandê à Cigana do Jarro!Alupandê Tiriri Lanan. Bis

 

 

 

 

POMBA GIRA RAINHA

A Rainha chegou no reino,No reino a Rainha chegou.(bis)Ela vem lá do cruzeiro,Foi seu Sete quem mandou. (bis)Ela sacudiu os ombros,Ela se balanceou. (bis)Ela vem lá do cruzeiro,Foi seu Sete quem mandouVocê sabe quem sou eu!...Você sabe quem sou eu!...Eu giro à meia-noite,Eu giro ao meio-dia,Eu giro a qualquer hora.Você sabe quem sou eu!...Você sabe quem sou eu!...Eu sou Exú Mulhe

 

FOI VOCÊ QUEM FALOU

Molambo foi você quem falou,Foi você quem falou,Que gostava de mim.Maria Molambo, foi você quem falou,Foi você quem falou,Que gostava de mim. (bis)Maria Molambo quando você for embora,Quando você for embora!Deixe uma rosa pra mim. (bis

 

 

EXU MARIA QUITÉRIA

Quando eu bato palmas,Saravá encruzilhada. (bis)Saravá Exu mulher,Saravá Maria Quitéria,Rainha da madrugada. (bis)

Existe um Exu mulher,Que não passeia a toa;Quando passa pela encruza,Maria Quitéria não vacila,Ela não faz coisa boa.

POMBA-GIRA QUITÉRIAAli vem Sá Maria Quitéria,Trazendo um axé no pé;Balançando sua saia,Reforçando a nossa fé

 

 

EXU POMBA-GIRA

Iansã que lhe deu força,É rainha no Candomblé. (bis)Vamos saravá a rainha,Pomba-Gira Exu Mulher. (bis)

Aê, Pomba-Gira,Cadê sua saia rodada? (bis)Cadê sua saia linda,Rainha de encruzilhada?

POMBA-GIRA MENINA

Olha que menina linda,Olha que menina bela,É Pomba-Gira Menina,Me chamando da janela. (bis)Gira Menina, Gira,Gira que eu quero ver...Gira linda Menina,Que o Exu não tem querer

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